1 de Fevereiro de 2026
Temos agora um aglomerado de planetas em Aquário.

Há uma necessidade de estabilidade que nos ancore no meio do tanto que está a acontecer…
Há uma vontade de perceber plenamente onde estamos e porquê. E há também o risco do controlo pela racionalidade e pela lógica. Até porque, às vezes, verdade seja dita, queremos umas férias dos turbilhões emocionais…
Queremos estruturar um pouco (ou muito) mais a nossa vida, de modo a torná-la um pouco mais previsível (leia-se «segura»)…
Aquário, sendo um signo social, também nos lembra de nos unirmos aos outros, sem, no entanto, nos «misturarmos» ou «perdermos». Há que manter a individualidade, trazer para o grupo aquilo que nos distingue. Aliás, se tentarmos ser uma espécie de camaleões só para sermos aceites, quem é que ganha realmente alguma coisa com isso? Até podemos andar em busca de um sentimento de pertença e aceitação, mas se acharmos que temos de ser assim ou assado para sermos aceites (ou até amados), o nosso objetivo nunca irá ser realmente conseguido.
Portanto, há que ter cuidado e especial atenção, se andamos tentados a fingir ser isto ou aquilo. É uma vontade nobre querer mudar, melhorar, crescer, mas apenas quando o fazemos pelos seus próprios benefícios. Contudo, se a motivação para ser diferente é conquistar a aceitação, a admiração ou o amor de alguém, os resultados podem ser até desastrosos…
Durante as Luas Cheias há um acréscimo de luz, a lua reflete o Sol ao máximo e torna tudo visível, óbvio. As nossas diferenças saltarão mais à vista e poderão até ser origem de atritos e confrontos. Mas não precisam de o ser. Se todos fossem iguais, ninguém chegava a lado nenhum. As características que nos distinguem ajudam-nos a evoluir mais rapidamente. Chegamos infinitamente mais longe quando aprendemos a unir-nos não apenas pelo que temos em comum, mas especialmente pelo que nos distingue. Nesta área pouco confortável, é onde a expansão e o crescimento são possíveis, é onde o horizonte se alarga e onde se ganham asas.
A Lua vai fazer oposição a Marte, antes da oposição exata ao Sol. Isto simboliza alguma irritabilidade e impulsividade que devemos tentar manejar. A flexibilidade e a adaptabilidade não vão estar livremente ao dispor, durante esta fase… Esta oposição entre signos fixos pode até simbolizar algum tipo de quebra resultante de demasiada rigidez. Portanto, se é óbvio que não podemos controlar tudo, tentemos ao menos controlar a nossa atitude. Este não será o melhor dia para forçar seja o que for.
Do lado positivo, Vénus e Mercúrio estão em conjunto, ajudando na compreensão, na comunicação, na escuta. Mas é tudo altamente racional e com um certo distanciamento, o que, a um nível profissional, por exemplo, poderá ser mesmo o necessário para ultrapassar quaisquer obstáculos; mas que, a nível pessoal, pode fazer-se sentir como falta de calor e emoção…
O trânsito da Lua por Leão, opondo-se a todos os planetas em Aquário, vai trazer, durante os dias 1 e 2 de Fevereiro, um aumento de calor (principalmente dentro de nós), pede que algo se acenda, no meio de tanta estratégia e plano. Há uma certa fogosidade no ar (mas, a um nível literal, é preciso cuidado com eventuais curtos-circuitos e coisas do tipo). Funciona um pouco como um farol, para começarmos a levar as nossas ideias e planos pelo rumo certo. Nem tudo o que é aparentemente lógico é adequado para nós. Às vezes, há ideias e planos absolutamente descabidos (de acordo com o que sabemos agora), e que, no entanto, fazem acender esse farol dentro de nós e acreditar que esse é o caminho certo, ainda que conturbado.
Portanto, nesta Lua Cheia, que consigamos perceber o que se acende dentro de nós, qual é o caminho que se ilumina, para lá de toda a racionalidade e lógica que queremos aplicar. Seguir apenas a lógica não nos torna infalíveis, torna-nos apenas robots (completamente falíveis). No meio de todo o planeamento e estrutura, onde procuramos construir a nossa segurança, há-de surgir uma luzinha a indicar qual o caminho que se destaca, que nos promete devolver o brilho no olhar e voltar a viver de uma forma mais orgânica e menos mecânica.
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