Feliz Ano Novo Chinês!
Estamos numa fase de enorme renovação. Aquário convida-nos a ver as coisas com clareza e distanciamento, sob uma perspetiva lógica, racional, bem estudada… Não é propriamente uma fase para desculpas e emoções lamacentas. É altura de fazer com que algo importante ganhe a luz da verdade.
Estou a falar daquelas áreas ou assuntos de que andamos a tentar escapar, porque sabemos que temos ali coisas para resolver e vamos deixando estar, vamos olhando para o outro lado, tentando ignorar ou esquecer o que dará muito trabalho (ou dor), ou o que é confuso, ou o que ainda temos de aprender…
Esta Lua Nova pede esclarecimento, clareza, para que consigamos seguir em frente com menos medos e bloqueios.
E se o que queremos é seguir em frente e construir um futuro melhor, temos de ter a coragem de abrir os olhos para o que está a bloquear-nos agora. De que maneira nos prendemos? De que maneira continuamos a dar voltas no mesmo lugar sem promovermos verdadeiras mudanças? Está na hora de tomar ações diferentes, de começarmos a ser diferentes. Porque o futuro não é algo com que podemos preocupar-nos depois.
O futuro é cada expiração após uma inspiração. E a verdade é que ninguém sabe quando é a última. Por isso, em vez de deixarmos o futuro lá longe, onde não nos chateia e onde não nos pressiona a mudar, vamos puxar o futuro para agora, para a próxima expiração, que pode ser completa e totalmente libertadora…
Vamos puxar o futuro para esta tarde, para a hora seguinte. Para ser melhor, o que precisamos de fazer? Quem precisamos ser, para a próxima hora ser melhor? Para o próximo encontro ser melhor? Para a próxima conversa ser melhor?
Aquário é um signo de Ar e, portanto, social, de troca de ideias, de interação. Em que sentido podemos repensar a forma como interagimos com os outros? Às vezes sentimos uma forte necessidade de rebeldia e independência, de mostrarmos como somos diferentes, originais, tão únicos e especiais. Às vezes até gostamos de pensar que isso significa que somos «melhores». Outras vezes, achamos que aquilo que nos distingue nos torna estranhos e esquisitos, e que isso, inevitavelmente, resultará na dor de não sermos aceites nem amados.
E vamos seguindo a vida num (des)equilíbrio entre o sermos especiais e/ou esquisitos, guiando-nos não por uma visão imparcial, mas pela imensa soma das nossas interações com o mundo (os outros), filtrada pelas nossas interpretações.
E apesar de nunca conseguirmos chegar a uma conclusão racional e final de quem somos e do que andamos aqui a fazer, podemos sempre questionar-nos onde as nossas características estão a ser mais benéficas ou mais prejudiciais – para nós e para o mundo (e com mundo, refiro-me a família, amigos, conhecidos, colegas, vizinhos….).
Um mundo melhor não depende só «deles». Um futuro melhor não se arranja «depois».
Hoje é um belo dia para nos relembrarmos de contribuir para um mundo melhor e para um futuro melhor. Com mais sorrisos, mais calma, mais gratidão, mais confiança, mais saúde, mais entreajuda, mais amizade, mais amor, mais compreensão, mais escuta, mais expressão…
É também uma excelente altura para relembrar que juntos vamos mais longe. As nossas diferenças não existem para sermos melhores nem piores que ninguém. Existem para que, quando nos juntemos, o todo seja muito maior do que a soma das partes. Quando nos juntamos, não estamos apenas a juntar qualidades e peculiaridades, estamos a mudar e a crescer, como nunca o poderíamos fazer, se nos mantivéssemos isolados…
Feliz Lua Nova!
Feliz Ano Novo!
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